domingo, 11 de março de 2012

Cadeira de balanço!

Minha cadeira de balanço partiu-se!
Não vou mais ver o pôr do sol, não vou mais dormir embriagado de amor, não mais.
O porão agora é um bom lugar pra guardar o que morreu, pobre de minha alma que sera enterrada junta.
Meu corpo vai ficar pendurado no lugar dos quadros na parede, á exposição da casa vazia.
Ela morreu levando junto nosso "elixir da vida".
Meus olhos não piscam mais, não sinto fome e nem dor, meus pés criarão raízes.
E até que você venha me buscar, eu ficarei aqui, esperando o dia em que veremos o pôr do sol novamente, sentados em nossa cadeira de balanço!



E se?

O passado um dia foi seu presente e agora ele dorme.
E se ele voltasse como uma onda, deixando na areia os fatos?
Você apagaria?
Ou deixaria ali, até que se desfizesse novamente?
Passado, presente e futuro, três irmãos fazendo sua vida girar!
Você "mataria" algum deles pra esconder a culpa?
E se tivesse algo errado ou uma peça faltando, você voltaria atrás, ou deixaria a profecia se cumprir?
Tantas alternativas, mas só uma a correta, só uma te levará á diante, só uma vai te fazer humano, só uma!


quinta-feira, 8 de março de 2012

Palavras!

Quando abri a porta, você entrou com seu jeito poético de ver a vida.
Me disse palavras que eu já sabia, mas que não conhecia.
Levantamos as taças e brindamos com as mesmas poesias, mas em timbres diferentes.
Cansados da simples gramática, escrevemos o nosso dicionário, só nós decifrávamos.
Não precisamos de gestos ou toques, só precisamos do amor escrito em versos!



Lembranças mortas!

Hoje resolvi lembrar das lembranças, das mesmas, das repetitivas e das mortas, mas que ressuscitam toda vez que penso que acabou, então ela acorda e volta a me assombrar, volta a me dizer o que fiz, o quanto sorri e o quanto fui feliz.
Ela me mostra o que eu já sei, mas o que já passou.
Me mostra o mesmo sol, os mesmos lugares e as mesmas pessoas, mas em épocas diferentes como relíquias num museu.
Eu tento apagar tudo isso, mas nem o tempo consegue!
Quando fechos os olhos, acordo sempre no mesmo lugar.
Minhas lágrimas são de protesto, contra o inimigo invisível, o tempo.
Mas dessa vez eu vou deixá-lo agir, vou me juntar a ele e deixar que ele escolha o caminho, e quando eu dormir, não vou mais me importar em visitar o passado, pois isso não se apaga, nunca para!



Um pouco de fé!

Esta noite eu não vou dormir, vou queimar meu ego, atrasar os relógios e fugir!
Esta noite vou caminhar nas ruas da vida, vou beber um pouco de fé e provar da paixão.
Esta noite vou secar minhas lágrimas, destampar os espelhos e ver quem eu sou.
Vou destruir as máscaras e ver quem tem coragem.
Esta noite eu vou ser o rei, vou pedir o respeito e a verdade, quero saber só seus primeiros nomes, o resto não importa!
Esta noite não vamos ter cor, seremos invisíveis, e de mãos dadas até o amanhecer nós cantaremos por um mundo melhor.
E quando o sol despertar de seu sono, lembraremos pra sempre desta noite!